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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Rastreamento não é Monitoramento

Por Ronaldo Megda



Nos últimos anos o mercado de rastreamento e monitoramento de veículos tem crescido exponencialmente. Muitas empresas têm entrado nesse segmento, uma série de mudanças na legislação trouxe o tema para a ordem do dia e o público tem ficado mais atento também ao assunto.
Mas algumas questões não acompanharam a velocidade e a proporção que o assunto tomou. Uma delas é o conceito do que é rastreamento e o que é monitoramento. Na primeira impressão são termos semelhantes, mas no dia a dia das operações e do negócio, eles são completamente distintos.

O monitoramento é o processo para acompanhar o passo a passo que esteja sendo dado pelo veículo. Os produtos desenvolvidos para tal finalidade utilizam a tecnologia GPS e GPRS, a primeira para coleta de informações geo-referenciais e a segunda para transferência destas informações para uma central de processamento. O monitoramento é muito utilizado pelas empresas para o gerenciamento de frotas, para saber, on-line, se uma carga está próxima do local de destino, se houve um desvio da rota programada ou se ainda vai demorar mais do que o previsto, em virtude de um congestionamento, por exemplo.

Já o rastreamento não tem a finalidade do acompanhamento simultâneo, nem muito menos pontua a localização de um veículo na tela de um computador, salvo em algumas exceções. Não é esse o objetivo dele e não foi concebido para tal fim. O conceito de rastreamento se aproxima mais da procura de sinais para encontrar o objeto perdido ou roubado. Por isso, os produtos desenvolvidos utilizam a tecnologia da radiofrequência, considerada ideal para os casos de roubo e furto.

A radiofrequência não é melhor nem pior do que o GPS ou o GPRS. Todas essas tecnologias são excelentes para cada fim as quais elas se destinam. Não existe nada melhor do que a utilização de satélites (GPS/ GPRS) para saber, on-line, o exato posicionamento de um caminhão.

Mas se esse mesmo caminhão for roubado e rapidamente colocado dentro de um galpão, provavelmente o sinal do GPS irá cair. Nesse momento, na tela do computador, o gestor da frota poderá ver que o veículo saiu do trajeto inicialmente traçado, bem como sua última localização, mas onde estará? Para completar, os criminosos ainda se equipam com os inibidores de sinais, conhecidos como jammers. Eles embaralham os sinais que o equipamento de monitoramento recebe e transmite e, dessa forma, é como se não existisse mais o produto no veículo.

Com a radiofrequência isso não ocorre já que ela, ao ser acionada, continua emitindo sinais, que permitem a localização do bem rastreado. Para chegar ao veículo roubado, as equipes de pronta resposta das empresas de rastreamento – sejam carros, motos, helicópteros ou até aviões – seguem os sinais emitidos pelo equipamento e chegam, com precisão cirúrgica, no local onde o veículo está escondido, mesmo que esteja em certos níveis de subsolo.

Em um país com as dimensões continentais do Brasil e com os altos índices de criminalidade, precisamos, de fato, ter soluções distintas para necessidades tão diversas. Só assim podemos ser eficientes, seja no monitoramento ou no rastreamento.



* Ronaldo Megda é vice-presidente do Grupo Tracker
Fonte: motokando.com